3 de abr de 2015

Atacama e Uyuni para maiores de 50 anos

Atacama e Uyuni para maiores de 50 anos

Dicas para aventureiros (bem) maiores de idade, principalmente as divas que topam embarcar nessa aventura.

-Grau de risco: baixo;
-Condicionamento físico necessário:  baixo (caminhadas leves, nada de subidas e nada que a altitude cause tantos cansaços como se diz);
-Dificuldades e contornos: com certeza, a maior dificuldade para qualquer mulher é a falta de banheiros, mas também não foi tanto assim. A cada 3 horas havia uma parada. Nos alojamentos, os banheiros estavam relativamente limpos e com desinfetante. Apesar de serem banheiros compartilhados entre homens e mulheres, as pessoas são bem civilizadas principalmente os europeus que já estão super acostumados com a situação. Acho que os brasileiros são os mais tomadores de banho, apesar das adversidades, e os que menos se expõem nessas condições de WC.

As dicas, a seguir, valem para o trecho da Bolívia, a partir da fronteira perto de  San Pedro do Atacama (Chile) até o Salar de Uyuni e a volta. Em  San Pedro não há problemas com hotéis nem alimentação (ótima). Ops! Os hotéis são muito muito caros e as fotos do Booking photoshopadas, mas, tudo bem.

Antes da viagem, nosso grupo pesquisou muitos relatos, mas algumas coisas que vou compartilhar aqui são de experiência própria e bem simples.

1.       A melhor coisa é reunir um grupo que preencha um carro, ou seja, 6 pessoas. De preferência, amigos ou brasileiros pra ficar mais divertido e com os mesmos gostos e "asseios".

2.       Assim que começarem a expedição no carro (Toyotas beeem velhos 4x4), combine com o o grupo o rodízio de lugares a cada parada, pra evitar que alguém se plante no banco da frente e o resto fique imprensado lá atrás.

3.       Leve uma lanterninha e havaianas. A lanterna do celular gasta muita bateria, e a recarga é difícil por lá. Precisamos do celular para as fotos. Nos alojamentos da Bolívia, o gerador é desligado por volta das 19h. 
4.       A excursão chega muito cedo nos alojamentos, por volta das 17h, e a gente fica mesmo sem ter o que fazer no meio do nada. Baralho!
5.       Os quartos são coletivos, um pra cada carro. Então, se você conhece sua galera fica muito mais fácil. Com relação à roupa de cama....... prepare-se! Não tem como a roupa de cama ser lavada e seca no deserto. Aparentemente estava em ordem, mas olhando direitinho a gente encontra vestígios. Por isso é mega ultra importante levar seu próprio saco de dormir e uma fronha limpa.
6.       Pra dormir, use seu casaco acolchoado como travesseiro e enfie ele dentro da sua fronha limpinha. Dá certo.
7.       Durma com a roupa de baixo que você usará no dia seguinte, porque acordar cedo e colocar roupa gelada é dureza.
8.       Agora, a dica principal: TREINE EM CASA como é que vai dormir dentro do saco :-) 
Para esse treinamento:
1) ligue seu ar condicionado na temperatura -10 e se feche no quarto;
2) vista uma ceroula grossa (meia-calça fio 120 nem adianta), segunda pele, moleton, meia térmica, touca e luvas;
3) enfie-se dentro do saco de dormir, em cima da sua cama e cubra tudo com o cobertor ;
4) durma como se fosse um rocambole congelado. Lembre-se de que lá no alojamento é melhor não encostar na roupa de cama deles, por isso vai usar o saco e seu travesseiro; Os cobertores deles será usado só por cima do seu saco de dormir, daí não haverá problema
9.       Deixe água, lanterna, tylenol 750mg e neossoro bem do lado da sua cabeceira, vai usar tudo isso durante a noite.
10.   De tarde sempre é servido um chá quente com biscoitinhos, e quase em seguida o jantar, com sopa e um segundo prato. Mas em determinados dias senti falta de ter levado minha própria sopinha Vono (pra colocar numa água fervendo, mexer e saborear).
11.   Mascar coca tem gosto ruim, mas colocar as folhas junto com o chá que era servido deu certo e aliviou a pressão na cabeça
12.   Leve um remédio contra enjôo bem legal, que não dá sono (Vonau Flash). Um por dia, de manhã, resolve tudo.
13.   Na muchila dos passeios, inclua o papel higiênico que vai usar no dia e protetor de assentos sanitários, daquele modelinho de plástico tipo fronha  que envolve a tampa inteira, sem contato manual com nada. É muito bom. O protetor de papel não vale nada.

14.   No mais, é tudo que a gente lê nos outros blogs. Muita diversão, muita poeira e imagens pra não esquecer nunca mais, como se estivesse dentro de um cenário de Star War. 

9 de mar de 2014

Ariquemes surpreende

Vamos falar (bem) de Ariquemes


Tive o prazer de visitar a cidade de Ariquemes, em Rondônia, por 3 vezes, e me surpreendi muito.
A gente sempre pensa que vai pra selva encontrar um lugar subdesenvolvido, quente e sem graça. Mas não é nada disso.
Rondônia me causou muito boa impressão.



Do aeroporto de Porto Velho até Ariquemes são pouco mais de 200km, e os ônibus (de luxo, 2 andares) saem de hora em hora da rodoviária. A passagem custa apenas R$ 35,00 (em dezembro de 2013).
A viagem dura 3 horas, muito confortável, e  - pasmem - sem buracos na pista!
O taxi do aeroporto até a rodoviária fica em torno de R$ 35,00. Achei caro.
Outra opção é usar as vans que saem do aeroporto às 14h e às 02h. É só ligar pra Destak Turismo ou LC turismo, fazer a reserva e dizer o horário do vôo. A passagem custa R$ 50,00, eles pegam no aeroporto e deixam na porta de casa / hotel em Ariquemes. Confortável e também em 3 horas de viagem.
Hotéis em Ariquemes são muito bons. Claro que não tem um 4 estrelas mas são espaçosos, limpos, o café da manhã é  bom e o pessoal atende muuuito bem. Fiquei no JR Palace por causa da excelente localização.


As ruas da cidade são todas muito amplas, com calçadas para pedestres. Não vi lixo jogado no chão em lugar nenhum.



Não vi flanelinhas nem pedintes. É incrível. Todo mundo me pareceu de bem com a vida. Parece que não tem desempregados. Observação: apesar das fotos, a cidade não é deserta!!!



O atendimento nas lojas e nos bares é diferente de todas as outras cidades. As pessoas são muito simpáticas e educadas. Caramba, tudo me surpreendeu por lá!

Os restaurantes e bares são muito espaçosos e vários tem brinquedoteca, para que as famílias levem as crianças e fiquem em paz.

As lojas são enormes. Os supermercados... gente... que bacana... fruta, verduras, espaço, atendimento... tudo grande e os mesmos preços daqui de Brasília. Frutas e verduras de encher os olhos.


Pelas avenidas centrais o comércio é forte, tem de tudo. Inúmeras clínicas, estéticas, odontológicas, advogados, contadores, enfim, profissionais autônomos tem de tudo.

E para mim, que sou paisagista, adorei o viveiro de plantas. E a arborização / paisagismo urbano é ótimo e bem cuidado. Também, com o clima quente e úmido, as plantas e árvores só agradecem.

As pessoas de lá parece que adoram jardins e as casas são muito bem cuidadas e floridas. Adorei passear pelas ruas (amplas, amplas e amplas).


Os terrenos são enormes. Nos setores mais populares também os terrenos são grandes, e com isso não acontece aquela história de se construir puxadinhos e barracos pra família toda morar. É bem ajeitado. Gostei.


Infelizmente, as fotos de Ariquemes no google só mostra gente atropelada (credo... não vi nada disso lá), mas não é assim. O trânsito é tranquilo.
Tem muita motoquinha e bike, mas ninguém sai voando pelas ruas. Parece que todo mundo é da paz no trânsito.

Gostei dos barzinhos, gostei dos restaurantes, da comida, tudo farto e ótimo preço.  Tem muitos self-services.




Morar lá é fácil. Tem casas muito boas com quintais e jardins. E tem também diversos condomínios fechados, novos, bem ajeitados, com unidades de 1, 2 e 3 quartos. Os preços variam entre R$ 500,00 e R$ 1.200,00. Mas tem que ir lá, ficar no hotel, e sair andando pra escolher.
Escolas e faculdades também tem. Morar sozinho lá pode ser chato no início, mas logo se enturma. Morar com família é bom.

As noties de quinta até sábado tem movimento legal. Mas aos domingos a cidade meio que hiberna. O pessoal some das ruas e vai para os sítios, ou andar de jt-sky ou fazer motocros. No final da tarde, as lanchonetes, sorveterias e açai enchem, e a turma reaparece. Bem cidade de interior mesmo, porém, com toda a infra-estrutura.

Enfim, esse monte de elogios é porque não aparece nada disso na web, e não achei justo. Meu resumo é que Ariquemes é uma cidade "paranaense".

Estou postando fotos de lá para que vocês possam apreciar. Espero que gostem.
Bye

15 de mai de 2013

Como incluir blocos dwg no Autolandscape e ter a sua própria biblioteca de desenhos personalizados


Depois de muito sofrer, (porque os blocos / temas / dwg sei lá o quê do autolandscape são muito grossos e porque o manual pula um monte de informações)  resolvi passar um dia inteirinho para descobrir como mexer no dwgmanager e inserir meus próprios bloquinhos de plantas.
No meu computador, o sistema vive dando pau aleatoriamente. Um dia as coisas funcionam muito bem, mas no outro dá um monte de Run-time error e mensagens semelhantes.
Escrevi a receita passo-a-passo, e embora pareça muita coisa, é só seguir os itens que você vai conseguir também.
No manual e no site da Aue, o texto pula algumas dicas importantes, e é por isso que eu não conseguia incluir nada. Além disso, o manual não segue algumas convenções de redação. Ora eles chamam as coisas de tema, depois é mapa, depois é bloco, depois é outra coisa técnica qualquer, enfim, falta alguém pra corrigir os grandes erros ortográficos do manual e coloca-lo numa ordem correta.
Mas até que o pessoal da Aue é bem bonzinho e paciente comigo, pois não se negam a me socorrer todas as vezes que preciso.
Para alterar os dwgs existentes (isso parece que seria mais fácil) sempre dá erro (Acess denied).
Enfim, aqui está o pdf que preparei e espero que seja útil para os colegas paisagistas.
Abraços a todos e me mandem suas dicas também.